Jeremy Adelman interviewed by Veja magazine in Brazil

Uni­ver­si­dades de todos os can­tos do mundo estão enga­jadas no processo de inter­na­cional­iza­ção. Enviar estu­dantes ao exte­rior e atrair jovens estrangeiros é motivo de pre­ocu­pação tam­bém no Brasil, que ainda amarga índices tími­dos em relação a emer­gentes como China e Índia. Nos Esta­dos Unidos, o des­tino mais procu­rado por uni­ver­sitários, exis­tem 724.000 estrangeiros no ensino supe­rior: quase 158.000 são chi­ne­ses e cerca de 104.000 são indi­anos, enquanto os brasileiros rep­re­sen­tam menos de 9.000, de acordo com o Insti­tute of Inter­na­tional Edu­ca­tion. O Brasil tam­bém é pouco atra­tivo. A Grã-Bretanha, por exem­plo, abriga 32.683 estu­dantes amer­i­canos, ante os 3.099 con­ter­râ­neos de Barack Obama que estão por aqui. Ficamos atrás de nações como República Checa e até Costa Rica na prefer­ên­cia dos amer­i­canos. A despeito dos números tími­dos, o Brasil é atra­tivo para insti­tu­ições de ponta. A avali­ação é de Jaremy Adel­man, dire­tor do con­selho para a inter­nan­cional­iza­ção da Uni­ver­si­dade Prince­ton, nos Esta­dos Unidos, e his­to­ri­ador espe­cial­ista em América Latina. “O Brasil pre­cisa se lib­er­tar desse com­plexo de infe­ri­or­i­dade, desse estereótipo de que está sem­pre na per­ife­ria do mundo”, diz. “O fato de não fig­u­rar entre os mais bem colo­ca­dos [nos rank­ings inter­na­cionais] não sig­nifica que aqui não exis­tam cen­tros de excelên­cia ou estu­dantes e profis­sion­ais excep­cionais.” Adel­man esteve no Brasil a con­vite da Fun­dação Estu­dar, que ofer­ece bol­sas de estudo a brasileiros no país e no exte­rior, e con­ver­sou com o site de VEJA. Con­fira a entre­vista a seguir.

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